Abaixo estão os vídeos feitos no dia 31/12/2012 na cidade de Pelotas, RS. Os vídeos mostram a convecção e a tempestade que se formaram com a chegada de uma frente fria na região.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Tempestades de Reveillon
Após o feriado de natal ter sido de calor extremo no Rio Grande do Sul e de tempestades severas com chuva forte, granizo e vendavais, o feriado da virada do ano repetiu a dose. Aquecimento pré-frontal e aproximação de uma frente fria pelo Uruguai provocaram temporais severos em todo o estado na véspera de réveillon e na hora da virada.
A véspera do réveillon foi de calor forte no estado do Rio Grande do Sul, com as temperaturas máximas ficando entre 33°C e 36°C no sul do estado e chegando até 38°C em alguns pontos do norte do estado. O calorão foi devido ao transporte de ar quente e úmido nos níveis mais baixos da atmosfera vindo do norte argentino ( FIGURA 1) e a aproximação de uma frente fria pelo Uruguai (FIGURA 2). Este quadro pré-frontal e a forte instabilidade da atmosfera com valores de CAPE e LIFT altos, ativaram a convecção e proporcionaram a formação de células de tempestades já na manhã no oeste do estado e no inicio da tarde em toda campanha e sul do Rio Grande do Sul. O (vídeo 1) mostra a convecção na praia do Laranjal durante a tarde do dia 31/12/2012.
A frente fria teve suporte de um pronunciado cavado em altitude nível de 250hpa (FIGURA 3) na província de Buenos Aires, Argentina e também a um vórtice ciclônico no nível de 500 hpa na costa argentina (FIGURA 4), e foi impulsionada por uma intensa massa de ar polar na sua retaguarda, o que intensificou a baroclinia sobre toda região a leste do cavado em 250 hpa.
As imagens de radar (FIGURA 5) e de satélite no canal visível (FIGURA 6) e no canal realçado (FIGURA 7) mostra que o sistema se organizou como uma Linha de instabilidade LI com altos valores de refletividade.
Abaixo estão as imagens da tempestade chegando na Praia do Laranjal em Pelotas, com uma impressionante nuvem arcus do tipo shelf cloud (nuvem prateleira) avançando sobre a Laguna dos Patos e também o vídeo do intenso temporal que se abateu sobre a região (vídeo 2).
A véspera do réveillon foi de calor forte no estado do Rio Grande do Sul, com as temperaturas máximas ficando entre 33°C e 36°C no sul do estado e chegando até 38°C em alguns pontos do norte do estado. O calorão foi devido ao transporte de ar quente e úmido nos níveis mais baixos da atmosfera vindo do norte argentino ( FIGURA 1) e a aproximação de uma frente fria pelo Uruguai (FIGURA 2). Este quadro pré-frontal e a forte instabilidade da atmosfera com valores de CAPE e LIFT altos, ativaram a convecção e proporcionaram a formação de células de tempestades já na manhã no oeste do estado e no inicio da tarde em toda campanha e sul do Rio Grande do Sul. O (vídeo 1) mostra a convecção na praia do Laranjal durante a tarde do dia 31/12/2012.
A frente fria teve suporte de um pronunciado cavado em altitude nível de 250hpa (FIGURA 3) na província de Buenos Aires, Argentina e também a um vórtice ciclônico no nível de 500 hpa na costa argentina (FIGURA 4), e foi impulsionada por uma intensa massa de ar polar na sua retaguarda, o que intensificou a baroclinia sobre toda região a leste do cavado em 250 hpa.
O sistema frontal chegou ao Rio Grande do Sul, primeiramente pelo oeste, atingindo as cidades de Quaraí, Santana do Livramento e Uruguaiana com fortes temporais e belas imagens das frentes de rajada. Logo, a frente fria deslocou-se rapidamente para norte atingindo as outras regiões do estado. Em Pelotas e Rio Grande e nas outras cidades do sul e campanha o sistema frontal chegou por volta das 22hrs do dia 31/12/2012, e provocaram fortes tempestade que estragaram as festas de Réveillon.
As tempestades no sul gaúcho, ganharam ainda um incremento em seu desenvolvimento vertical, pelo forte fluxo difluente que havia sobre a região no nível de 250 hpa ( FIGURA 3). Esta difluência gerou divergência e perda de massa neste nível gerando convecção profunda. Em Rio Grande houve intensas rajadas de vento, que provocaram danos na estrutura montada para a virada de 2012 para 2013 e a festa foi cancelada, assim como ocorreu também em São Lourenço. Em Pelotas a chuva foi muito intensa, sendo que alguns pontos da cidade tiveram 60mm de chuva em apenas 1 hora, as rajadas de vento foram intensas na praia do Laranjal e houve cortes de energia em diversos pontos da cidade.As imagens de radar (FIGURA 5) e de satélite no canal visível (FIGURA 6) e no canal realçado (FIGURA 7) mostra que o sistema se organizou como uma Linha de instabilidade LI com altos valores de refletividade.
Abaixo estão as imagens da tempestade chegando na Praia do Laranjal em Pelotas, com uma impressionante nuvem arcus do tipo shelf cloud (nuvem prateleira) avançando sobre a Laguna dos Patos e também o vídeo do intenso temporal que se abateu sobre a região (vídeo 2).
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Calorão, Temporais e Nuvens Funil!
O feriado de natal foi histórico no estado do Rio Grande do Sul devido ao calor escaldante que fez em todo o estado. As marcas nos termômetros ficaram acima dos 40°C ou muito próximas disto em todo o estado. A cidade de Pelotas teve máximas de 39.9°C na estação automática da Embrapa e o aeroporto da cidade registrou 40°C as 15Hrs (
METAR SBPK 251800Z 30015G25KT 9999 BKN030 40/22 Q0998).
Nas outras cidade o INMET ( instituto nacional de Meteorologia) registrou 39.6°C em Rio Grande, Canguçu 35.4°C, Jaguarão 37.8°C, Chuí 33.2°C, Bagé 36.1. A máxima no estado se deu em Santa Cruz do Sul com 41.4°C. Este calorão todo foi devido a atuação de uma corrente de jato em baixos níveis muito intensa (figura 1) que atuou no estado durante a segunda-feira e terça-feira, trazendo ar muito quente e úmido direto do norte argentino. As rajadas de vento norte que acompanharam o jato foram intensas, chegaram a 103 km/h no aeroporto de Bagé e 60 km/h em Pelotas. Esta corrente de jato teve o suporte da alta da Bolívia nos níveis mais altos (250 hpa e 500 hpa) que se deslocou mais para sul estabelecendo-se sobre o norte do Rio Grande do Sul ( figuras 2 e 3 ). Ainda colaborando para o intenso calor, havia um frente fria se aproximando no centro no Uruguai ( figura 4), o que proporcionou intenso aquecimento pré-frontal.
Figura 1: carta sinótica de 850 hpa do CPTEC ( centro de previsão do tempo e pesquisas espaciais, mostrando o fluxo de norte chegando no RS).
Figura 2: carta sinótica de 250 hpa do CPTEC, mostrando alta da Bolívia deslocada de sua posição no leste de SC.
Figura 3: carta sinótica de 500 hpa do CPTEC, mostrando a alta da Bolívia no leste do sudeste.
Figura 4: carta sinótica de superfície, mostrando a frente fria na fronteira do RS com o Uruguai.
Logo, com estes sistemas atuando o feriado de natal acabou nas regiões próximas a fronteira com intensos temporais que ganharam intensidade devido ao forte calor. A cidade de Jaguarão teve chuva intensa com acumulados de 46 mm em 1 h, Bagé teve fortes ventos de mais de 100 km/h, que provocaram muitos estragos, a praia do Cassino teve fortes ventos e granizo. Na praia do Laranjal, em Pelotas a virada do tempo se deu com uma bela frente de rajada, que avançou de sul pra norte e trouxe rajadas de 70 km/h ( figura 5) e queda de 10°C na temperatura, além de proporcionar um espetáculo de raios sobre a Praia do Laranjal. (figura 6, 7, 8, 9).
Com a chegada da frente fria no estado, as temperaturas despencaram, e 24 horas depois do estado enfrentar marcas ao redor dos 40°C, as máximas no dia seguinte 26/12/2012 ficaram em torno dos 20°C no centro-sul do Rio Grande do Sul. Pelotas que teve máxima no aeroporto de 40°C amanheceu no dia 26 de Dezembro com 18.7°C, ou seja, queda de 21,3°C na temperatura em apenas 17 horas.
Passado o calorão e os temporais causados pelo sistema frontal no centro sul do estado, avançou na retaguarda da frente fria uma massa de ar polar, que ingressou na região de Pelotas ontem por volta das 17 horas. Este sistema ao encontrar as águas mais aquecidas da Laguna dos Patos, proporcionou um espetáculo na Praia do Laranjal. O intenso gradiente de temperatura entra a massa de ar que estava no local e a massa de ar polar que avançava, fez com que se formassem nuvens de desenvolvimento vertical (cumulus torres Tcu e cumulus congestus) sobre a Laguna, estas nuvens ao avançar sobre a Laguna que estava com as águas quentes, fez com que se formassem belas nuvens funil (tuba) em cima da Laguna dos Patos (figuras 10, 11, 12, 13, 14, 15). No total se formaram 6 nuvens funil (tuba) sobre a praia do Laranjal, sendo que nenhuma delas tocou a água, ou seja, não configuraram trombas d'água. O interessante, é que exatamente no mês de Dezembro de 2011, precisamente 14 de dezembro de 2011, se formavam também nuvens funil sobre a Laguna dos Patos, neste mesmo local, a única diferença que o sistema atuando naquele momento era um VCAN e naquele dia as nuvens funil tocaram o solo e formaram 5 trombas d'água. Abaixo ainda esta o vídeo mostrando 3 das 6 nuvens funil sobre a Laguna dos Patos, Laranjal, Pelotas-RS.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Linha de instabilidade causa estragos no Conesul
Tempo muito severo atingiu o Conesul entre os dias 10 e 11 de Dezembro de 2012 provocando muita destruição na Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul. As tempestades foram originadas a partir de uma frente fria que se formou ao sul da província de Buenos Aires e se deslocou rapidamente para norte impulsionada por centro de baixa pressão com valores muito baixos de 996hpa. Conforme este sistema avançava para o norte encontrava uma atmosfera muito aquecida sobre o Uruguai e o estado do Rio Grande do Sul com temperaturas que beiravam os 40°C nessas localidades, por exemplo Pelotas teve na tarde do dia 10 de Dezembro 36,4°C, Bagé registrou 37°C assim como cidades do centro e norte uruguaio.
Ainda havia corrente de jato em baixos níveis da atmosfera (JBN) que advectava ar quente direto do norte argentino, juntamente com umidade sobre essa regiões, instabilizando ainda mais a atmosfera (FIGURA 1). Configurada também em altos níveis, havia divergência sobre a região devido a aproximação de um pequeno cavado na borda da alta Bolívia ao sul da província de Buenos Aires ( FIGURA 2). Todo este quadro sinótico colaborou para o processo ciclogenético na região e a manutenção de intensa convecção sobre o Uruguai e Rio Grande do Sul, organizando então uma linha de instabilidade ( LI), como mostra as imagens de radar (FIGURA 3) e satélite ( FIGURA 4).
Figura 1: Carta sinótico do nível de 850 hpa, mostrando corrente de jato.
Figura 2: carta de altitude (250 hpa) mostrando divergência produzida por cavado na borda da alta da Bolívia.
Imagem de radar mostrando a intensa Linha de Instabilidade avançando sobre o RS.
Imagem de satélite no canal infravermelho mostrando a intensa convecção sobre a região.
As tempestades na (LI) era muito intensas com grande desenvolvimento vertical, devido a convecção profunda, gerando então células com grande potencial para destruição. A LI se deslocou rapidamente gerando incríveis frentes de rajada com formação de belas nuvens arcus, o que gerou rajadas de vento extremas em diversas regiões, por exemplo, Pelotas teve rajadas de 113,8 km/h, Quaraí registrou rajadas de 120,9 km/h, Canguçu teve rajadas de 115,8 km/h, Caçapava do Sul acusou rajada máxima de 106 km/h, assim como outras tantas cidades. As tempestades também provocaram queda de granizo por onde passaram, houve registro de granizo em Pelotas, Quaraí, Bagé, entre outras.
Com isso, os estragos foram muito extensos em todo território gaúcho, com queda de postes, árvores, placas de publicidade, rompimento de fios de alta tensão, etc...
Devido ao quadro sinótico que se configurava a equipe do Capincho Cumulus foi pra campo e registrou belas imagens das tempestades chegando a Pelotas e rajadas de vento muito intensas. Abaixo estão as fotos das tempestades multicelulares que se formaram na região e fotos dos estragos provocados em pelotas pelo vendaval.
Ainda havia corrente de jato em baixos níveis da atmosfera (JBN) que advectava ar quente direto do norte argentino, juntamente com umidade sobre essa regiões, instabilizando ainda mais a atmosfera (FIGURA 1). Configurada também em altos níveis, havia divergência sobre a região devido a aproximação de um pequeno cavado na borda da alta Bolívia ao sul da província de Buenos Aires ( FIGURA 2). Todo este quadro sinótico colaborou para o processo ciclogenético na região e a manutenção de intensa convecção sobre o Uruguai e Rio Grande do Sul, organizando então uma linha de instabilidade ( LI), como mostra as imagens de radar (FIGURA 3) e satélite ( FIGURA 4).
Figura 1: Carta sinótico do nível de 850 hpa, mostrando corrente de jato.
Figura 2: carta de altitude (250 hpa) mostrando divergência produzida por cavado na borda da alta da Bolívia.
Imagem de radar mostrando a intensa Linha de Instabilidade avançando sobre o RS.
Imagem de satélite no canal infravermelho mostrando a intensa convecção sobre a região.
As tempestades na (LI) era muito intensas com grande desenvolvimento vertical, devido a convecção profunda, gerando então células com grande potencial para destruição. A LI se deslocou rapidamente gerando incríveis frentes de rajada com formação de belas nuvens arcus, o que gerou rajadas de vento extremas em diversas regiões, por exemplo, Pelotas teve rajadas de 113,8 km/h, Quaraí registrou rajadas de 120,9 km/h, Canguçu teve rajadas de 115,8 km/h, Caçapava do Sul acusou rajada máxima de 106 km/h, assim como outras tantas cidades. As tempestades também provocaram queda de granizo por onde passaram, houve registro de granizo em Pelotas, Quaraí, Bagé, entre outras.
Com isso, os estragos foram muito extensos em todo território gaúcho, com queda de postes, árvores, placas de publicidade, rompimento de fios de alta tensão, etc...
Devido ao quadro sinótico que se configurava a equipe do Capincho Cumulus foi pra campo e registrou belas imagens das tempestades chegando a Pelotas e rajadas de vento muito intensas. Abaixo estão as fotos das tempestades multicelulares que se formaram na região e fotos dos estragos provocados em pelotas pelo vendaval.
Estragos
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Tempo severo de Setembro
Abaixo estão vídeo enviados por Mateus Ribas, um colaborador e observador parceiro do Capincho Cumulus em Passo Fundo - RS. Os vídeos foram feitos na onda de tempo severo entre os dias 18 e 19 de Setembro de 2012 e mostram como foram as tempestades em Passo Fundo-RS.
domingo, 30 de setembro de 2012
Tempo severo explode sobre Rio Grande do Sul novamente
Cavado em superfície e no nível de 850 hpa, associado com padrão difluente e consequente divergência na saída do JST (jato sub-tropical), mais transporte de ar quente vindo do norte do Brasil e convergência de umidade nos baixos e médios níveis da troposfera devido a um anticiclone no Atlântico, fizeram com que a convecção explodisse sobre o estado do Rio grande do Sul na noite deste Domingo 30 de Setembro de 2012 e madrugada desta Segunda-feira 1° de Outubro de 2012. Esse padrão formou sistemas convectivos de mesoescala ( SCM) sobre as regiões Sudoeste, Sul, Leste, Nordeste, Centro e Oeste do Rio Grande do Sul, que provocaram fortes temporais com granizo, ventos fortes, precipitação intensa e muitas descargas atmosféricas.
Até o início da madrugada de Segunda-feira 1/10/2012 várias cidades do estado do Rio Grande do Sul registravam granizo como: Pelotas, Porto Alegre, Gravataí, Santa Maria, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Bom Jesus, São Jerônimo, Veranópolis Maquiné, Canoas, Esteio, Rio Pardo, Bagé, Uruguaiana, Capão da Canoa, Tapes e Camaquã. Na cidade de Pelotas por exemplo precipitou granizo por 3 vezes seguidas no fim da noite de Domingo 30/09/2012 em um intervalo de apenas 3 horas. Abaixo estão fotos e vídeo dos raios sobre Pelotas!
A previsão para este inicio de semana é de muita chuva e persistência dos temporais sobre todo centro-sul do estado do Rio Grande do Sul. O Capincho Cumulus alerta que esses temporais virão acompanhados de rajadas fortes de vento, granizo (que pode ser de grande tamanho), descargas atmosféricas (raios) e muita chuva. Os acumulados de chuva serão elevados no estado durante esta semana podendo ultrapassar os 100mm em diversas localidades, principalmente regiões do oeste, campanha , centro e leste. Abaixo estão fotos dos alagamentos em Pelotas.
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